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07.Mar.20

SER ESCRITOR É COOL | 3º Desafio | Trabalhos Pontuados - 3º ciclo

Divulgamos os trabalhos pontuados neste terceiro desafio.

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Agrupamento de Escolas José Régio

Bernardo Renga, 7º ano

 

Entrevista ao Maestro Carlos Almeida

Carlos Almeida nasceu no dia 13 de Junho de 1993 e é natural da freguesia de Caia, concelho de Portalegre. Frequentou o ensino primário em Caia e depois a Escola Básica José Régio. Foi nesta altura que decidiu mudar para a Escola Profissional de Artes da Covilhã para seguir música. Frequentou também a Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e tirou o curso de direção de orquestra sinfónica e sopros. Neste momento vive na Covilhã mas desloca- -se todas as semanas a Portalegre.

Boa tarde, maestro Carlos Almeida, vamos começar a nossa entrevista.

R. Boa tarde.

P. Na infância sempre pensou em ser maestro e músico ou tinha outra profissão em mente?

R. Tinha outra profissão, aliás tinha várias profissões em mente, mas principalmente ser músico.

P. Porque decidiu tocar trompete e não outro instrumento?

R. Porque era o instrumento que eu mais gostava de ouvir quando a banda passava, e também por influência do meu pai.

P. E em que momento decidiu?

R. Tinha perto dos meus 8 anos.

P. Sempre tocou trompete ou tocou outro instrumento?

R. Toco vários instrumentos, mas o trompete é o instrumento principal.

P. Então que outros instrumentos toca ou tocou?

R. Muitos, por exemplo percussão, alguns instrumentos de metal como trombone, trompa, tuba e instrumentos de madeira como o clarinete e o saxofone entre outros.

P. Quem o apoiou quando decidiu ser músico?

R. Os meus pais e um antigo maestro.

P. É difícil seguir a carreira de maestro?

R. Depende do ponto de vista de cada pessoa, porque não é difícil nem fácil.

P. Porque acha isso?

R. Porque requer o seu trabalho, a sua dedicação e para além do trabalho técnico também requer outros aspetos que não são controláveis a nível humano.

P. Tendo a profissão que tem, acha a sua vida difícil em termos financeiros e de tempo?

R. De tempo é difícil porque requer muito tempo de trabalho, em termos financeiros dá para ter uma vida razoável.

P. Quais os primeiros objetivos que tem quando chega às bandas?

R. Tentar que os músicos vejam e sintam a música de outra forma, que não toquem por tocar, que quando tocam sintam aquilo que estão a tocar, que tentem transmitir o que estão a sentir para o seu instrumento e para o público.

P. Dirige mais que uma banda?

R. Sim.

P. Quantas e quais?

R. Duas, a Banda Euterpe de Portalegre e a Banda da Covilhã.

P. O que o faz gostar de ser maestro?

R. Ver como os músicos estão a tocar com alegria e não a tocar por tocar.

P. O que é que ainda o faz ser maestro?

R. Os meus músicos.

P. Qual a maior conquista que teve na sua carreira?

R. Eu não vejo a minha carreira através de conquistas.

P. Quais os seus objetivos para o futuro?

R. Eu acho que não é uma questão de objetivos, vou continuar a fazer o meu trabalho e depois o futuro o dirá.

P. O que é que mais o inspira para a música?

R. A própria música.

P. O que é a música?

R. A música é algo que nãos se explica, sente-se.

P. O que gosta de fazer nos tempos livres?

R. Muita coisa, como por exemplo relaxar e passear.

 

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Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes

Beatriz Grácio, 8ºano

 

“Transparentemente, Maria Antonieta”

A nossa célebre repórter, Senhora de Todas as Coisas, dotada do poder de falar com os objetos, entrevista hoje o Senhor Mirroir, espelho de bolso da Rainha Maria Antonieta. O Sr. Mirroir acompanhou sempre a rainha. Desde quando precisava de retocar o batom, até quando precisava de arranjar o cabelo, era a ele que a rainha recorria. Vamos ver o que tem o Sr. Mirroir a contar-nos sobre tudo o que já experienciou…

Senhora de Todas as Coisas — Boa tarde, Sr. Mirroir! É um prazer entrevistá-lo!

Sr. Mirroir - Boa tarde! O prazer é todo meu. Então o que quer saber, senhora?

STC — Primeiro, o que é que o Sr. Mirroir significava para a rainha? Sabemos que era, maioritariamente, o seu conselheiro de visual mas… e mais que isso?

SM — Aí é que se engana, senhora! Eu não era o seu conselheiro de moda, como os trastes que estavam no Palácio de Versailles ou no quarto da rainha; eu era o seu conselheiro de vida! Eu fui um dos imensos e luxuosos presentes que a própria mãe da rainha lhe ofereceu, quando ela se casou, aos 14 anos, com Luís XVI. Era ela uma jovem flor, nessa altura, quando se tornou a Delfina da França!

STC — Então quer dizer que era o espelho mais importante da rainha e acompanhou os momentos mais marcantes da sua vida?

SM — Claro que sim, não haja dúvidas! Os espelhos das paredes do Palácio subvalorizavam-me! Gabavam-se que era com eles que a rainha provava os seus vestidos. Recordo-me de que ela nunca repetia a mesma veste, mas eu era o espelho mais útil! Ora até fui eu o espelho que a rainha levou para a própria coroação, tinha ela apenas 18 anos! Recordo-me como se fosse ontem, de a ver a ajeitar a peruca ou a limpar a boca, sempre muito graciosa e aperaltada!

STC — Disse que a rainha nunca repetia a mesma veste? Ora fale-me de como a rainha se vestia, do seu estilo…

SM — Oh, Mon Dieu! Nem mil entrevistas seriam suficientes para descrever o estilo da rainha! Bem, como sabe, ela “errrra” “soberrrba”! Muitíssimo “extrrravagante”! Um vestido da rainha devia custar mais do que a sua casa, senhora. Sem exageros! Muitas das portas do Palácio de Versailles são amplas e todas elas duplas, para que a rainha pudesse passar com os seus vestidos enormes! Ah, e as suas perucas podiam medir três metros! Sim, ouviu bem: três metros! E podiam pesar oito quilos! E sim, é verdade, a rainha nunca repetia a mesma roupa! E não é que as mulheres da corte andavam sempre a copiá-la?! A rainha ficava furibunda, e decidiu nunca repetir a mesma veste, para que elas não adivinhassem o que ia trajar! Pobre rainha! Lembro-me da sua frustração quando, nos banquetes, apareciam mulheres a copiar o seu estilo…

STC — E como lidava a rainha com essa frustração? Ela desabafava consigo?

SM — Oh, se desabafava! A rainha adorava ir para a sua casinha particular, junto aos jardins de Versailles. Lá, ela sentia-se tranquila por ser a única mulher com aquele estilo, por ser única! E gostava de passear nos jardins, oh, se gostava! Está a ver esta pequena racha? Foi quando, uma vez, a Madame Lefebure, a maior inimiga de Maria Antonieta, na corte, mandou o seu estilista fazer um vestido lilás quase igual ao da rainha! Foi dos piores surtos de raiva a que assisti! A rainha foi a correr para a sua casa, no jardim, assim que viu o vestido, e deixou-me cair no chão! Fiquei marcado ao longo dos séculos com esse acontecimento, do qual jamais me esquecerei…

STC — Então essa casinha particular era o refúgio da rainha… Como deve saber, o Palácio de Versailles é uma das obras mais admiradas no mundo, absolutamente magnífico em termos de arte e arquitetura. Que segredos sabe o Sr. Mirroir sobre este palácio tão famoso?

SM — Bem, só sei segredos sobre a vida dentro dele. Maria Antonieta sempre adorou ver-se, e é por isso que o Palácio está cheio de espelhos, mas é claro que era em mim que a rainha se via mais. Ah, e penso que vai gostar de saber que, ao contrário do que acontece nos dias de hoje, antigamente, dormia-se recostado, e não deitado, porque isso era associado à morte. É por isso que a cama da rainha, como várias outras, é muito menor que uma cama dos dias de hoje…

STC — Sr. Mirroir, agora tocando noutro tópico… Como todos sabemos, Maria Antonieta foi simultaneamente amada e odiada pelo povo francês. Mas ela era assim tão insensível? É verdade que a rainha disse a famosa frase: ”Quem não tem pão, coma brioche”?

SM — Bem, não queria comprometer a minha adorada rainha, mas é verdade que ela era extravagante e gastava muito dinheiro em perucas, vestidos, maquilhagem e outros adornos. E é também verdade que se preocupava pouco com o seu povo. Dizia que as pessoas tinham de trabalhar para conseguir pão, pois achava-os vagabundos e pobretanas. Devo dizer, porém, que a frase mencionada não passou de um boato maldoso. Eu nunca ouvi Maria Antonieta dizer tal coisa. Mas, muito secretamente, até acredito que o pensasse…

STC — E, Sr. Mirrior, como foi, aos seus olhos, a Revolução Francesa? Como lidou o senhor, enquanto íntimo de Maria Antonieta, com a sua horrível morte na guilhotina?

S.M - A Revolução Francesa foi, certamente, um período muito complicado. A rainha estava ansiosa, ouvia-se gritos furiosos e revoltados em todo o lado, mas lembro-me de ela nunca perder a postura e a habitual graça. A sua morte foi muito difícil para mim. Lembro como se fosse ontem do dia 16 de outubro de 1793, quando o povo francês da época, furibundo e obstinado, matou quem mais significava para mim. E não me esqueço de quando me foi dito que nunca mais iria ver a minha rainha a retocar a maquilhagem, a arranjar a gola ou as suas perucas, ou mesmo a ter um acesso de raiva por causa da Madame Lefebvre. Até disso tenho saudades! Sabe, eu era o companheiro mais fiel da rainha, mas ela também acabava por ser a minha. Lembro-me da sensação de deixar passar em mim a sua linda imagem, estar lá para a rainha a toda hora, para que ela pudesse ver como estava, para lhe mostrar como era bonita…

STC — Haveria, com certeza, muito mais experiências fascinantes que o Sr. Mirroir podia partilhar connosco, mas, infelizmente, não há mais tempo! Muito obrigada pela magnífica entrevista. Estou certa de que o mundo vai gostar de conhecer quem passava à rainha a sua imagem, da forma mais transparente, realista e imparcial.

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Escola Secundária de Ponte de Sor

Benedita Pereira, Constança Costa, Eva Prates e Raquel Ferreira, 7ºC

Entrevista a Anne Frank

 

Annelies Marie Frank mais conhecida por Anne Frank foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima de um assassinato em massa durante a segunda guerra mundial. Tornou-se uma das figuras mais discutidas no século XX, após a publicação do Diário de Anne Frank.

 

Bom dia Anne Frank!

Bom dia!

Deixe-me perguntar, em que ano nasceu?

Nasci a 12 de junho de 1929, em Frankfurt em Main, na República de Weimar.

Pelo que sei a sua família era uma família feliz que vivia em paz. Porque a dada altura a tranquilidade na sua família chegou ao fim?

Foram realizadas eleições em Frankfurt para o concelho municipal e ganhou Hitler, um homem nojento que detestava judeus e que estragou a minha vida e a de todos os outros judeus.

Como assim, estragou?

Hitler mandou perseguir e matar todos os judeus.

 

Como conseguiu sobreviver à perseguição de Hitler aos judeus?

Eu e a minha família mudámo-nos para um anexo secreto. Mas fui obrigada a deixar o meu gato Mortije, que eu tanto amava.

Como se sentia no anexo secreto?

Sentia-me triste, sozinha. Ter um mundo a desabar lá fora e não poder fazer nada fazia-me sentir inútil, mas consegui suportar melhor a dor graças à minha amiga Kitty.

Quem era Kitty?

Kitty era o meu diário, a minha única amiga verdadeira. Quando a recebi na minha festa de 13 anos, vi que ela era especial.

Depois de um tempo, o seu esconderijo foi descoberto. O que aconteceu depois? Para onde foi levada?

Fui levada para um campo de concentração onde permaneci alguns meses.

Para finalizar, o que quer ser quando for grande?

Eu tenho o grande sonho de ser atriz. Quando estava no anexo secreto gostava de pendurar fotos das estrelas de cinema mais famosas da época.

Foi um prazer falar consigo, Anne Frank! Obrigado!

Adeus!

 

 

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